segunda-feira, 21 de julho de 2014

Nos passos do Observatório...

    
          A próxima parada do Observatório Ambiental do Semiárido foi na Escola Estadual Irmã Elizabeth e Escola Municipal Cônego Torres. O grupo levou para esses estudantes os dois primeiros módulos do projeto Sustentabilidade do Uso da Água no Semiárido: "A água como recurso natural" e "A água com fonte de vida", além de formas de economizar e reutilizar a água que usamos em casa. Ao final da palestra, os estudantes elaboraram cartazes, que foram fixados na escola, como forma de conscientizar outros estudantes sobre o uso sustentável desse recurso vital.
Escola Estadual Irmã Elizabeth









Escola Municipal Cônego Torres









quarta-feira, 4 de junho de 2014

Dia Mundial do Meio Ambiente! - 05 de Junho

   


 Dia Mundial do Meio Ambiente foi estabelecido pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1972 marcando a abertura da Conferência de Estocolmo sobre Ambiente Humano. Celebrado anualmente desde então no dia 5 de Junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente cataliza a atenção e ação política de povos e países para aumentar a conscientização e a preservação ambiental. 

Os principais objetivos das comemorações são:
1. Mostrar o lado humano das questões ambientais; 
2. Capacitar as pessoas a se tornarem agentes ativos do desenvolvimento sustentável; 
3. Promover a compreensão de que é fundamental que comunidades e indivíduos mudem atitudes em relação ao uso dos recursos e das questões ambientais; 
4. Advogar parcerias para garantir que todas as nações e povos desfrutem um futuro mais seguro e mais próspero.

   Este ano, o Dia Mundial do Meio Ambiente aborda o tema "Aumente sua voz, não o nível do mar". O Espaço Ciência, no Complexo de Salgadinho, situado entre Recife e Olinda, montou programação especial para a Semana do Meio Ambiente que enfoca no manguezal, importante ecossistema costeiro, além de temas relacionados à poluição e reciclagem. 
   Serão realizadas também duas oficinas: “Análise da Água do Manguezal Chico Science", que vai mostrar como analisar os parâmetros: temperatura, turbidez, quantidade de oxigênio dissolvido na água, no solo e pH. E na “Manguezal: da lama ao caos", os participantes vão realizar experimentos e dinâmicas que servirão para ilustrar como os manguezais existem em determinadas localidades e como cada elemento presente nesse ambiente contribui para minimizar o impacto causado pela elevação do nível dos mares.
    Serão encenados algumas peças teatrais como: “O julgamento dos animais” que irá ensinar de forma didática para garotada quem são os culpados pelos problemas ambientais e  "Água, e eu com isso?", promovida pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente.
    
    O Jardim Botânico do Recife também ações relacionadas a esta semana. Irá ocorrer um mostra de bonsais e plantio de mudas de pau-brasil na fachada do parque, com o intuito de criar um bosque. Ocorreram também a encenação de peças teatrais, oficinas de artesanato do materiais recicláveis e feiras de trocas. Também estão previstas ações de saúde e bem-estar, como yoga, orientação sobre saúde bucal, aplicação de flúor e bate-papo com profissionais de saúde a respeito de alimentação saudável.

Para mais informações sobre eventos, acesse: Semana do meio ambiente no grande recife - G1


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Você Sabia? - Caatinga

Em comemoração ao Dia da Caatinga (28 de Abril) apresento pra vocês algumas curiosidades sobre esse incrível bioma que está intimamente ligado a vida e a cultura do povo nordestino!

  • Em tupi, Caatinga significa Mata Branca, referência a vegetação cinzenta e sem folhas que predomina durante a época de seca.
  • Esse bioma compreende quase 10% da área total do território brasileiro, com aproximadamente 740.00 km2.
  • Na estação seca, a temperatura do solo pode chegar até 60ºC.
  • A perda de folhas durante a seca é estratégica, sem elas as plantas reduzem a superfície de evaporação, evitando a perda de água.
  • Estudos recentes apontam que cerca de 323 espécies de plantas e 327 de animais são exclusivas (endêmicas) desse bioma. Entre elas temos 13 espécies de mamíferos, 23 de lagartos, 20 de peixes e 15 de aves. 
  • Vive na Caatinga a ave com maior risco de extinção no Brasil, a ararinha-azul (Anodorhynchus spix), da qual só se encontrou um único macho na natureza. Também vive ali a segunda mais ameaçada do país, a arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) que habitam os arredores de Canudos (BA), e há menos de 150 exemplares.
  • Uma área de Caatinga mais conservada pode abrigar cerca de 200 espécies de formigas, enquanto nas mais degradadas há apenas de 30 a 40.
  • Cerca de metade da paisagem de Caatinga já foi deteriorada pela ação do homem. De 15% a 20% do bioma estão em alto grau de degradação (com alto risco de desertificação).
Fonte: WWF

Para mais informações acesse: Caatinga - Revista superinteressante

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Estamos de Volta!!!

Depois de quase dois anos de inatividade, o Blog Observatório Ambiental do Semiárido está de volta com uma nova equipe colaboradora* e muitas novidades! Durante as próximas semanas serão postadas aqui notícias, reportagens e curiosidades sobre o semiárido nordestino e as espécies que nele habitam, informando a relação desse meio com o homem e como é importante preservá-lo.  
Além disso, pretendemos divulgar os eventos que estão ocorrendo na Universidade Federal Rural de Pernambuco e em outras instituições de ensino superior para toda a comunidade acadêmica e população local. Postaremos também versões online do Jornal Observatório Ambiental do Semiárido que será distribuído pelo campus da UAST e instituições pública de Serra Talhada – PE.
Por isso não deixem de conferir o que está por vir e compartilhem no Facebook, Twitter e em outras redes sociais, pois sua divulgação é muito importante para nós! Sugestões e recomendações serão bem aceitas e podem ser deixadas nos comentários da postagem.
Até a próxima!

  •  A equipe colaboradora pode ser conferida na barra lateral direita

terça-feira, 15 de abril de 2014

Pegada ecológica

Pegada ecológica: você sabe o que significa isso?

Para o WWF-Brasil, a Pegada Ecológica é uma ferramenta importante para trabalhar as questões ambientais, por meio da análise do consumo e de seus impactos sobre os recursos ambientais. Ela também traz informações importantes que possibilitam direcionar políticas públicas municipais, estaduais e federais.

Caso queiram conferir e conhecer mais sobre a Pegada Ecológica, acesse o link abaixo, da WWF Brasil, e tenha um novo olhar sobre o consumo e a sua relação com o meio ambiente.
http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/especiais/pegada_ecologica/?35722/Cartilha-Pegada-Ecologica

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Nos passos do Observatório...

       
               A próxima escola onde o Observatório deixou as malas e iniciou mais um trabalho foi a Escola Municipal São Pedro. Sintam-se convidados a desembarcar em mais uma parada nessa nossa viagem...










segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Os detalhes no caminho...


            Confiram a surpresa que a Equipe do Observatório teve durante uma das nossas atividades. Ruan, aluno de uma das nossas escolas parceiras, propôs recitar um poema/texto sobre a Caatinga. Confiram...




terça-feira, 28 de agosto de 2012

Não deixe de conferir....

          

 Conheçam o site do Laboratório de Ecologia do Plâncton (LEPLANC). 
http://ufrpeleplanc.webnode.com/



          O Laboratório de Ecologia do Plâncton foi criado em 2010, e vem desenvolvendo pesquisas sobre levantamentos sistemáticos e estrutura de comunidades planctônicas de diversos ecossistemas de Pernambuco. As atividades de pesquisa do LEPLANC estão sendo realizadas em várias bacias hidrográficas do sertão pernambucano, sobretudo na região do Pajeú, bem como em regiões estuarinas e costeiras do Estado. 

           Desde 2010, o LEPLANC vem realizando coletas em ambientes lênticos e lóticos, tanto naturais quanto artificiais, incluindo também lajedos e lagoas rasas de altitude do bioma Caatinga. Alguns projetos também vem sendo realizados no Canal de Santa Cruz e na região recifal de Tamandaré, ambos em Pernambuco.

           A ênfase das pesquisas do LEPLANC está relacionada ao monitoramento ambiental dos recursos hídricos, com base na estrutura e composição planctônica, bem como nas variáveis abióticas da água. Outra linha de pesquisa do laboratório é vinculada à ecologia da comunidade e produção secundária da fauna planctônica.

           Nosso laboratório está sempre à disposição para novos projetos na área - desta forma, qualquer estudante de Ciências Biológicas e Engenharia de Pesca, e cursos afins, pode entrar em contato para verificar a disponibilidade de vagas para estágios ou realização de projetos de monografia! Entretanto, é deseável que o estudante já esteja certo que para trabalhar com plâncton é necessário ter muita paciência e dedicação, pois os organismos são bastante diminutos (menores que um grão de arroz), o que requer o uso de microscópios e estereomicroscópios por muito tempo!
           Enfim, sejam muito bem-vindos e convidados a explorar nosso site e a nos consultar sempre que desejar!




      

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Nos passos do Observatório...

           
            Mais uma visita foi realizada pela nossa equipe para apresentar as riquezas das águas do Pajeú e do semiárido nordestino. Dessa vez o Observatório chegou à Escola Municipal Martin Luther King Jr., também localizada no município de Serra Talhada. Confira o nosso trabalho...








segunda-feira, 9 de abril de 2012

O OBSERVATÓRIO AMBIENTAL DO SEMIÁRIDO APRESENTA...




A UNIDADE DE CONSERVAÇÃO PARQUE ESTADUAL MATA DA PIMENTEIRA (SERRA TALHADA, PERNAMBUCO).


O município de Serra Talhada abriga a Unidade de Conservação Parque Estadual Mata da Pimenteira. Foi criada em 30 de janeiro de 2012 por meio do decreto Nº 37.823 e está inserida numa propriedade do Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA, denominada  Fazenda  Saco, distando  cerca  de  3  km  da  cidade  de  Serra  Talhada. Possui aproximadamente 887,24 há e corresponde, em sua maior parte, a topos de serras e fragmentos de caatinga arbórea.

Objetivos da Unidade de Conservação

            Contribuir para a preservação e restauração da diversidade ecológica da Caatinga; favorecer condições e promover a educação, interpretação ambiental e a recreação em contato com a natureza; Proteger as espécies raras ameaçadas de extinção ocorrentes na área; incentivar ações que promovam a recuperação das áreas degradadas.






Características Gerais da área
            Essa área apresenta um grande complexo de serras e afloramentos rochosos conferindo um cenário de extrema beleza. Além disso, abriga  grande riqueza de espécies da fauna e flora, inclusive endêmicas e ameaçadas ou vulneráveis à extinção. Todo esse potenial a região favorece o desenvolvimento da pesquisa científica.  Inúmeros estudos estão sendo realizados para melhor descrever as riquezas  dessa área.








SERRA TALHADA TEM O PRIVILÉGIO DE ABRIGAR A PRIMEIRA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO ESTADUAL NA CAATINGA!



Nos passos do Observatório...

         
               As primeiras atividades do Observatório no seu segundo ano de atuação foram realizadas com os alunos do 5º ano da Escola Primeiros Passos, localizada no bairro Bom Jesus em Serra Talhada - PE. A nossa Equipe agradece a toda equipe da instituição pelo apoio, a confiança e a disponibilidade   para a realização do nosso trabalho.












terça-feira, 6 de março de 2012

O JORNAL OBSERVATÓRIO....


          Também não podemos deixar de mencionar a versão impressa do Observatório Ambiental do Semiárido! A linha editorial visa atingir um público formado por  alunos e a sociedade em geral, de modo que todos juntos possam refletir sobre nosso ambiente e nossos ecossistemas. O jornal é semestral. Nossa intenção é que seja uma publicação em constante aperfeiçoamento, por meio da colaboração intensa de seus leitores. Sugestões de matérias e outras contribuições serão muito bem vindas. Se houver interesse, entrem em contato conosco! Estamos preparando a próxima edição!



terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

UM NOVO OLHAR PARA O SEMIÁRIDO...


O Observatório apresenta... nossas novas propostas. Fique por dentro!

Título: Observatório Ambiental Itinerante: Popularizando o Semiárido em Escolas do Município de Serra Talhada (PE)

Resumo: O Observatório Ambiental do Semiárido (OAS) foi criado com o propósito de atuar como um instrumento sistemático de pesquisa, organização e difusão de temas sócio-ambientais, articulando pesquisa, ensino e prática social com a formação e capacitação de alunos universitários. O OAS visa ampliar o horizonte de análise e intervenção social no convívio com a realidade buscando elementos para reflexão sobre o local e o regional. A criação do grupo trás uma nova abordagem ambiental para a região, em particular para o município de Serra Talhada, município sede do projeto. A divulgação de problemas ambientais pode atuar como uma forte ferramenta na amenização das conseqüências advindas desses problemas, já que parte da população pode dar início a um processo de discussão e articulação em busca de melhores soluções. A presente proposta tem como objetivo difundir a ação do Observatório Ambiental, ora iniciada no ano passado, mas agora de forma itinerante, ao passo que a meta é ir nas escolas do município através de exposições móveis, abordando temas relacionados ao semiárido. Este projeto possibilitará o acesso das crianças às mais diversas informações sobre os recursos vivos da região. As ações extensionistas funcionarão como um veículo de promoção das potencialidades da região, nos aspectos econômico, social e ambiental, com o intuito de despertar um olhar crítico desses atores no que se refere a manutenção e preservação desses recursos ambientais.

Financiamento: Pró-Reitoria de Atividades de Extensão, UFRPE.

RIO PAJEÚ EM FOCO: AS MARAVILHAS DAS ÁGUAS DO SERTÃO

                       O Observatório apresenta... nossas novas propostas. Fique por dentro!

Título do Projeto:  Riquezas Biológicas das Águas do Sertão: Popularizando e Conservando a Biodiversidade do rio Pajeú.

Resumo: Devido à localização na região semiárida e ao regime intermitente, o rio Pajeú é visto como tendo baixo potencial, tanto em diversidade como em aproveitamento para atividades diversas. Neste caso, é frequentemente alvo de ações antrópicas que provocam um impacto ambiental demasiado. Porém, apesar de poucos, estudos existentes apontam que esse bioma com todos seus ecossistemas terrestres e aquáticos, não é pobre. Assim, o presente projeto visa popularizar a potencialidade e diversidade do Pajéu, através de atividades dinâmicas e atrativas, além de ações empíricas, a fim de instigar a população na preservação e conservação dessa riqueza, coibindo sua crescente degradação. A maior contribuição da equipe proponente será a inserção da população de Serra Talhada, principalmente de alunos de algumas escolas do município, no resgate cultural, social e ambiental que esse recurso hidrológico representa para o Sertão do Pajeú.

Financiamento: Pró-Reitoria de Atividades de Extensão, UFRPE.

domingo, 15 de janeiro de 2012

NOVAS PROPOSTAS...

          Chegou 2012 e a Equipe do Observatório tem o prazer de apresentar um novo plano de ação. As coisas não poderiam parar por aqui... Mais uma vez financiados pela Pró-reitoria de Atividades de Extensão da UFRPE, o Observatório dá um novo passo tendo como missão um trabalho ITINERANTE!
Diz-se Itinerante, coisa ou pessoa que se desloca para exercer certa função. E é justamente essa a idéia. Nossa equipe vai se deslocar pelas escolas do município de Serra Talhada (PE) com o intuito de apresentar as potencialidades da região e a importância da preservação desses recursos, bem como enfatizar as riquezas do Rio Pajeú, seu papel na economia e sustento da população. Assim, a apresentação dessa biodiversidade será realizada em parceria com os pesquisadores da Unidade Acadêmica de Serra Talhada, de modo a divulgar os resultados das pesquisas desenvolvidas aqui na região.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

UM ANO DE ATUAÇÃO DO OBSERVATÓRIO...

As atividades divulgadas até então, compreendem as ações extensionistas desenvolvidas pelos membros dos projetos “Observatório Ambiental de Serra Talhada: buscando transformações na qualidade de vida de moradores do entorno do Reservatório do Saco” e “Caracterização Ambiental Participativa e sua relação com a saúde na comunidade do Mutirão (Serra Talhada, PE)”. Tais atividades foram financiadas pela Pró-Reitoria de Atividades de Extensão da UFRPE e ocorreram no período de Março à Dezembro de 2011, visando promover uma melhoria na qualidade de vida das comunidades-alvo através das informações fornecidas. 
Além disso, a missão do Grupo se estende à divulgação de atividades de pesquisa desenvolvidas na Unidade Acadêmica de Serra Talhada, bem como outras ações, notícias, curiosidades e opiniões relevantes para a região. Dessa maneira, a equipe Observatório Ambiental do Semiárido completa seu primeiro ano de atuação e agradece ao apoio de todos aqueles que colaboraram para o cumprimento do nosso trabalho. 



terça-feira, 27 de dezembro de 2011

FLORA E VEGETAÇÃO DA SERRA TALHADA: MONUMENTO NATURAL, PAISAGÍSTICO E HISTÓRICO QUE MERECE SER PRESERVADO!

(Por André Laurênio de Melo, Professor Adjunto da Unidade Acadêmica de Serra Talhada/UFRPE)

A serra Talhada, localizada no semiárido do estado de Pernambuco, é o mais importante atrativo paisagístico da cidade de Serra Talhada. Pela sua posição, história, riqueza fisionômica e biológica, tem grande potencial para o turismo ecológico-educativo, embora este segmento seja pouco explorado na área. Neste contexto, a flora e a vegetação de caatinga que recobre a serra merecem especial atenção pela diversidade de formas, cores e interessantes aspectos ecofisiológicos, que englobam a perda de folhas nos períodos de estiagem e as florações chamativas, especialmente dos ipês-roxos e das diversas espécies de Ipomoea, rosadas ou azuis, plantas conhecidas localmente como salsas.
Com cerca de 810 m de altura máxima, a serra Talhada quase faz sombra sobre a cidade homônima. Entretanto, a relação dos moradores desta cidade com o referido monumento, ora é de admiração, ora de indiferença, chegando mesmo a passar despercebido apesar do seu enorme tamanho. A carência de estudos científicos realizados na região dificulta o interesse pela diversidade biológica ali encontrada, visto que o elo entre a academia, as escolas e a população em geral, é o conhecimento que pode ser disseminado e despertar as consciências.
A serra Talhada é recoberta pela caatinga, também conhecida como vegetação caducifólia (que perde as folhas periodicamente) espinhosa. Nesta formação, predominam arbustos e árvores de pequeno porte, microfilos (com folhas pequenas) e com evidente perda de folhas no período de estiagem. O estrato herbáceo (composto por ervas e pequenos arbustos) é rico e efêmero, não resistindo a seca e, rapidamente, aparecendo quando começam as chuvas, graças a um eficiente e vasto banco de sementes deixado no solo na estação chuvosa anterior.
Um estudo recente desenvolvido pelo biólogo Rodrigo Soares Cordeiro, realizado na porção norte da serra Talhada registrou 60 espécies de árvores, duas delas, a aroeira (Myracrodruon urundeuva) e a braúna (Schinopsis brasiliensis), consideradas ameaçadas de extinção pelo Ministério de Meio Ambiente. São comuns também na vegetação espécies conhecidas como marmeleiro (Croton blanchetianus), pata-de-vaca (Bauhinia cheilantha), velame (Croton rhamnifolioides), aroeira (Myracrodruon urundeuva) e catolé (Syagrus oleracea). Outro grupo de plantas se sobressai na paisagem, são as cactáceas, como o mandacaru (Cereus jamacaru), o xique-xique (Pilosocereus gounellei), o facheiro (Pilosocereus chrysostele), a palmatória (Tacinga palmadora), o quipá (Tacinga inamoena) e o rabo-de-raposa (Harrisia adscendens) e, as bromeliáceas, especialmente a macambira (Encholirium spectabile), que forma vastas touceiras onde se destacam grandes pendões florais.
A despeito da importância da serra Talhada como monumento natural, a sua vegetação vem sofrendo crescente depredação, seja pela pressão da urbanização e suas culturas e criações que já chegaram aos pontos mais altos da serra, seja pela retirada seletiva de madeira para construção de cercas e fabricação de carvão.
É importante que a serra Talhada seja preservada em toda a sua magnitude, pela natureza e pelo homem, mas não apenas para usufruto de poucos. A população que a rodeia só poderá se orgulhar do seu mais imponente monumento se ele for mantido e forem sanados os problemas com a exploração desenfreada dos seus recursos naturais.

VAMOS TRANSFORMAR A SERRA TALHADA EM UMA SALA DE AULA AO AR LIVRE!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

CINE EDUCATIVO: BUCHO SEM BICHO

        As parasitoses intestinais constituem-se em grave problema de saúde pública especialmente nos países em desenvolvimento onde são endêmicas, contribuindo para problemas econômicos e sociais (Silva e Santos, 2001; UNEP, 2006). No Brasil, as enteroparasitoses são freqüentes, especialmente entre as crianças e as principais conseqüências são: diarréia crônica, má-absorção, anemia ferropriva, baixa capacidade de concentração e dificuldades no aprendizado. (KUNZ,2008)
        A prevalência das   enteroparasitoses, cuja transmissão se dá pela via fecal-oral ou penetração  pela pele, é maior nas áreas de baixas condições sócioeconômicas e carentes de saneamento básico, incluindose o tratamento de água, esgoto, recolhimento do lixo e o controle de vetores (Castro et al., 2004; Ferreira et al.,  2004; Basualdo et al. 2007; Teixeira, et al., 2007).
        Para que uma população tenha o mínimo de qualidade de vida, é necessário que saneamento básico não seja apenas uma palavra, mas uma realidade. Como a comunidade do Mutirão localiza-se em uma área em que poucas ruas são calçadas, é comum encontrar esgotos abertos, bem como crianças brincando nas proximidades, muitas vezes até descalços. A equipe do Observatório realizou uma oficina para que eles conhecessem os principais parasitas e doenças parasitárias que ocorrem na região.
    A incorporação de brincadeiras, jogos e brinquedos na prática pedagógica, podem desenvolver diferentes atividades que contribuem para inúmeras aprendizagens e para ampliação da rede de significados construtivos tanto para crianças como para os jovens. Para a realização de uma atividade de conscientização mais eficiente sobre as parasitoses no bairro do Mutirão, foi realizada a exibição de um filme com as crianças do Grupo PETI. A escolha desse recurso foi feita com o intuito de dinamizar a transmissão do conhecimento para o público-alvo.       

Confira como foi o "Cine PETI":