Também não podemos deixar de mencionar a versão impressa do Observatório Ambiental do Semiárido! A linha editorial visa atingir um público formado por alunos e a sociedade em geral, de modo que todos juntos possam refletir sobre nosso ambiente e nossos ecossistemas. O jornal é semestral. Nossa intenção é que seja uma publicação em constante aperfeiçoamento, por meio da colaboração intensa de seus leitores. Sugestões de matérias e outras contribuições serão muito bem vindas. Se houver interesse, entrem em contato conosco! Estamos preparando a próxima edição!
terça-feira, 6 de março de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
UM NOVO OLHAR PARA O SEMIÁRIDO...
O Observatório apresenta... nossas novas propostas. Fique por dentro!
Título:
Observatório Ambiental Itinerante: Popularizando o Semiárido em Escolas do
Município de Serra Talhada (PE)
Resumo:
O Observatório Ambiental do Semiárido (OAS) foi criado com o propósito de atuar
como um instrumento sistemático de pesquisa, organização e difusão de temas
sócio-ambientais, articulando pesquisa, ensino e prática social com a formação
e capacitação de alunos universitários. O OAS visa ampliar o horizonte de
análise e intervenção social no convívio com a realidade buscando elementos
para reflexão sobre o local e o regional. A criação do grupo trás uma nova
abordagem ambiental para a região, em particular para o município de Serra
Talhada, município sede do projeto. A divulgação de problemas ambientais pode
atuar como uma forte ferramenta na amenização das conseqüências advindas desses
problemas, já que parte da população pode dar início a um processo de discussão
e articulação em busca de melhores soluções. A presente proposta tem como
objetivo difundir a ação do Observatório Ambiental, ora iniciada no ano
passado, mas agora de forma itinerante, ao passo que a meta é ir nas escolas do
município através de exposições móveis, abordando temas relacionados ao
semiárido. Este projeto possibilitará o acesso das crianças às mais diversas
informações sobre os recursos vivos da região. As ações extensionistas
funcionarão como um veículo de promoção das potencialidades da região, nos
aspectos econômico, social e ambiental, com o intuito de despertar um olhar
crítico desses atores no que se refere a manutenção e preservação desses
recursos ambientais.
Financiamento: Pró-Reitoria de Atividades de Extensão, UFRPE.
RIO PAJEÚ EM FOCO: AS MARAVILHAS DAS ÁGUAS DO SERTÃO
O Observatório apresenta... nossas novas propostas. Fique por dentro!
Título do Projeto: Riquezas Biológicas das Águas do Sertão: Popularizando e Conservando a
Biodiversidade do rio Pajeú.
Resumo: Devido à
localização na região semiárida e ao regime intermitente, o rio Pajeú é visto
como tendo baixo potencial, tanto em diversidade como em aproveitamento para
atividades diversas. Neste caso, é frequentemente alvo de ações antrópicas que
provocam um impacto ambiental demasiado. Porém, apesar de poucos, estudos
existentes apontam que esse bioma com todos seus ecossistemas terrestres e
aquáticos, não é pobre. Assim, o presente projeto visa popularizar a
potencialidade e diversidade do Pajéu, através de atividades dinâmicas e
atrativas, além de ações empíricas, a fim de instigar a população na
preservação e conservação dessa riqueza, coibindo sua crescente degradação. A
maior contribuição da equipe proponente será a inserção da população de Serra
Talhada, principalmente de alunos de algumas escolas do município, no resgate
cultural, social e ambiental que esse recurso hidrológico representa para o
Sertão do Pajeú.
Financiamento: Pró-Reitoria de Atividades de Extensão, UFRPE.
domingo, 15 de janeiro de 2012
NOVAS PROPOSTAS...
Chegou 2012 e a Equipe do Observatório
tem o prazer de apresentar um novo plano de ação. As coisas não poderiam parar por aqui... Mais uma vez financiados pela Pró-reitoria de Atividades de
Extensão da UFRPE, o Observatório dá um novo passo tendo como missão um trabalho
ITINERANTE!
Diz-se Itinerante, coisa ou pessoa que se desloca para exercer certa
função. E é justamente essa a idéia. Nossa equipe vai se deslocar pelas escolas
do município de Serra Talhada (PE) com o intuito de apresentar as potencialidades
da região e a importância da preservação desses recursos, bem como enfatizar as
riquezas do Rio Pajeú, seu papel na economia e sustento da população. Assim, a
apresentação dessa biodiversidade será realizada em parceria com os pesquisadores
da Unidade Acadêmica de Serra Talhada, de modo a divulgar os resultados das
pesquisas desenvolvidas aqui na região.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
UM ANO DE ATUAÇÃO DO OBSERVATÓRIO...
As
atividades divulgadas até então, compreendem as ações extensionistas
desenvolvidas pelos membros dos projetos “Observatório
Ambiental de Serra Talhada: buscando transformações na qualidade de vida de
moradores do entorno do Reservatório do Saco” e “Caracterização
Ambiental Participativa e sua relação com a saúde na comunidade do Mutirão
(Serra Talhada, PE)”. Tais atividades foram financiadas pela Pró-Reitoria de Atividades
de Extensão da UFRPE e ocorreram no período de Março à Dezembro de 2011, visando
promover uma melhoria na qualidade de vida das comunidades-alvo através das
informações fornecidas.
Além disso, a missão do Grupo se estende à divulgação
de atividades de pesquisa desenvolvidas na Unidade Acadêmica de Serra Talhada,
bem como outras ações, notícias, curiosidades e opiniões relevantes para a região. Dessa maneira, a equipe Observatório Ambiental do
Semiárido completa seu primeiro ano de atuação e agradece ao apoio de todos
aqueles que colaboraram para o cumprimento do nosso trabalho.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
FLORA E VEGETAÇÃO DA SERRA TALHADA: MONUMENTO NATURAL, PAISAGÍSTICO E HISTÓRICO QUE MERECE SER PRESERVADO!
(Por André Laurênio de Melo, Professor Adjunto da Unidade Acadêmica de Serra Talhada/UFRPE)
A serra
Talhada, localizada no semiárido do estado de Pernambuco, é o mais importante
atrativo paisagístico da cidade de Serra Talhada. Pela sua posição, história,
riqueza fisionômica e biológica, tem grande potencial para o turismo
ecológico-educativo, embora este segmento seja pouco explorado na área. Neste
contexto, a flora e a vegetação de caatinga que recobre a serra merecem
especial atenção pela diversidade de formas, cores e interessantes aspectos
ecofisiológicos, que englobam a perda de folhas nos períodos de estiagem e as
florações chamativas, especialmente dos ipês-roxos e das diversas espécies de Ipomoea, rosadas ou azuis, plantas conhecidas
localmente como salsas.
Com cerca de 810 m de altura máxima, a serra
Talhada quase faz sombra sobre a cidade homônima. Entretanto, a relação dos
moradores desta cidade com o referido monumento, ora é de admiração, ora de indiferença,
chegando mesmo a passar despercebido apesar do seu enorme tamanho. A carência
de estudos científicos realizados na região dificulta o interesse pela
diversidade biológica ali encontrada, visto que o elo entre a academia, as
escolas e a população em geral, é o conhecimento que pode ser disseminado e
despertar as consciências.
A serra Talhada é recoberta pela caatinga,
também conhecida como vegetação caducifólia (que perde as folhas
periodicamente) espinhosa. Nesta formação, predominam arbustos e árvores de
pequeno porte, microfilos (com folhas pequenas) e com evidente perda de folhas
no período de estiagem. O estrato herbáceo (composto por ervas e pequenos
arbustos) é rico e efêmero, não resistindo a seca e, rapidamente, aparecendo
quando começam as chuvas, graças a um eficiente e vasto banco de sementes
deixado no solo na estação chuvosa anterior.
Um estudo recente desenvolvido pelo biólogo
Rodrigo Soares Cordeiro, realizado na porção norte da serra Talhada registrou
60 espécies de árvores, duas delas, a aroeira (Myracrodruon urundeuva) e
a braúna (Schinopsis brasiliensis), consideradas ameaçadas de extinção
pelo Ministério de Meio Ambiente. São comuns também na vegetação espécies
conhecidas como marmeleiro (Croton blanchetianus), pata-de-vaca (Bauhinia cheilantha), velame (Croton rhamnifolioides), aroeira (Myracrodruon urundeuva) e catolé (Syagrus oleracea). Outro grupo de plantas se sobressai na
paisagem, são as cactáceas, como o mandacaru (Cereus jamacaru), o
xique-xique (Pilosocereus gounellei), o facheiro (Pilosocereus
chrysostele), a palmatória (Tacinga palmadora), o quipá (Tacinga
inamoena) e o rabo-de-raposa (Harrisia adscendens) e, as
bromeliáceas, especialmente a macambira (Encholirium spectabile),
que forma vastas touceiras onde se destacam grandes pendões florais.
A despeito da importância da serra Talhada
como monumento natural, a sua vegetação vem sofrendo crescente depredação, seja
pela pressão da urbanização e suas culturas e criações que já chegaram aos
pontos mais altos da serra, seja pela retirada seletiva de madeira para
construção de cercas e fabricação de carvão.
É importante que a serra Talhada seja
preservada em toda a sua magnitude, pela natureza e pelo homem, mas não apenas para
usufruto de poucos. A população que a rodeia só poderá se orgulhar do seu mais
imponente monumento se ele for mantido e forem sanados os problemas com a
exploração desenfreada dos seus recursos naturais.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
CINE EDUCATIVO: BUCHO SEM BICHO
As parasitoses intestinais constituem-se em grave problema de saúde pública especialmente nos países em desenvolvimento onde são endêmicas, contribuindo para problemas econômicos e sociais (Silva e Santos, 2001; UNEP, 2006). No Brasil, as enteroparasitoses são freqüentes, especialmente entre as crianças e as principais conseqüências são: diarréia crônica, má-absorção, anemia ferropriva, baixa capacidade de concentração e dificuldades no aprendizado. (KUNZ,2008)
A prevalência das enteroparasitoses, cuja transmissão se dá pela via fecal-oral ou penetração pela pele, é maior nas áreas de baixas condições sócioeconômicas e carentes de saneamento básico, incluindose o tratamento de água, esgoto, recolhimento do lixo e o controle de vetores (Castro et al., 2004; Ferreira et al., 2004; Basualdo et al. 2007; Teixeira, et al., 2007).
Para que uma população
tenha o mínimo de qualidade de vida, é necessário que saneamento básico não
seja apenas uma palavra, mas uma realidade. Como a comunidade do
Mutirão localiza-se em uma área em que poucas ruas são calçadas, é comum
encontrar esgotos abertos, bem como crianças brincando nas proximidades, muitas vezes
até descalços. A equipe do Observatório realizou uma oficina para que eles
conhecessem os principais parasitas e doenças parasitárias que ocorrem na
região.
A
incorporação de brincadeiras, jogos e brinquedos na prática pedagógica, podem
desenvolver diferentes atividades que contribuem para inúmeras aprendizagens e
para ampliação da rede de significados construtivos tanto para crianças como
para os jovens. Para a realização de uma atividade de conscientização mais
eficiente sobre as parasitoses no bairro do Mutirão, foi realizada a exibição
de um filme com as crianças do Grupo PETI. A escolha desse recurso foi feita
com o intuito de dinamizar a transmissão do conhecimento para o
público-alvo.
Confira como foi o "Cine PETI":
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